Organizado pela Comissão de Pesquisa, o encontro reuniu docentes, estudantes e dirigentes para promover uma cultura científica colaborativa e interdepartamental
No dia 17 de setembro ocorreu a primeira edição do Seminário de Pesquisa do IG. O evento foi organizado pela Comissão de Pesquisa (COPES) da Unidade e buscou integrar e debater diretrizes da produção científica e do planejamento institucional.
Em seu discurso de abertura, Maria Tereza Duarte Paes, coordenadora associada de Pesquisa do IG, agradeceu a viabilidade das atividades e o envolvimento de todos os participantes. “A ideia deste seminário surgiu com o objetivo de dar visibilidade ao que já fazemos, tanto em relação às nossas pesquisas, convênios, intercâmbios, quanto à estrutura da Comissão de Pesquisa e ao Escritório (de Projetos)”, apontou a docente. Ela também destacou a participação de alunos tanto na organização do evento quanto na produção científica, na extensão e nas estruturas de suporte do Instituto.
Além de Paes, participaram da mesa de abertura o diretor do IG, Emilson Pereira Leite, e o assessor docente da Pró-Reitoria de Pesquisa da Unicamp, Eduardo José Marandola Júnior. Nas mesas que ocorreram ao longo do dia, foram apresentados um panorama da pesquisa no IG; experiências em projetos de pesquisa; internacionalização e integridade e boas práticas; e apresentação de experiência internacionais de estudantes do IG. Houve também um plantão de dúvidas relacionadas à atuação da Biblioteca e do Escritório de Apoio do IG, além de mobilidade internacional através da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI) da Unicamp.
Maria Tereza Duarte Paes destacou a posição da Pró-Reitora de Pesquisa, Ana Maria Frattini Fileti, que já havia sinalizado um novo momento da pesquisa na Unicamp, com consequente necessidade de criação de uma cultura que baseie projetos a partir da interdisciplinaridade, da interunidade, com compartilhamento das infraestruturas e internacionalização, priorizando estratégias coletivas. “A divisão interna das Unidades, Faculdades e Institutos, em áreas e classificações muito distintas, dificulta esse compartilhamento. Contudo, temos que buscar estratégias”, lembrou Paes. Debates coletivos como o realizado no Seminário de Pesquisa do IG podem construir uma nova cultura que articule pesquisas interdepartamentais, interunidades ou mesmo interdisciplinares.
“No caminho da internacionalização a pesquisa interdisciplinar tem ganhado fôlego, com redes nacionais e internacionais, mas esse movimento é mais raro entre pesquisadores dos departamentos da própria Unidade e, mais ainda, interunidades”, destacou Paes. O caráter multi e interdisciplinar da pesquisa desenvolvida no IG é refletido também na mobilidade de estudantes de graduação, estágios sanduíche no mestrado, doutorado e pós-doutorado em diferentes países.
Segundo dados do SIAD/Convênio Digital entre 2021 e 2025, havia 37 convênios ativos (com e sem financiamento), sendo seis com entidades no exterior: Itália, Holanda e Chile. No mesmo período, houve mobilidade de estudantes de graduação e pós-graduação em diferentes regiões do mundo. Na graduação, estudantes realizaram atividades de pesquisa em instituições na Itália, Portugal, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Argentina, Uruguai e Japão. Já na Pós-graduação, estudantes foram para a Espanha, Dinamarca, Chile, Uruguai, Estados Unidos, Argentina e Canadá. O IG recebeu 42 estudantes entre 2021 e 2025 dos países: Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Guatemala, Haiti, Moçambique, Paquistão, Peru e Venezuela. Houve também quatro processos de cotutela entre a Unicamp e instituições da Holanda, Alemanha, Espanha e Itália.
O IG tem sua atuação consolidada como um centro de excelência na produção do conhecimento científico em várias áreas, contribui para uma formação altamente qualificada e para o desenvolvimento de soluções para desafios ambientais, sociais e tecnológicos.
Texto: Eliane F. Daré
Imagens: Fabio Luís de Campos




