Publicado originalmente no Portal Unicamp.
Solenidade realizada no dia 11 de julho, no auditório do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, marcou os 30 anos de fundação do Laboratório de Estudos sobre a Organização da Pesquisa e da Inovação (Lab-Geopi).
Fundado em 1995, o Lab-Geopi conta com colaboradores do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT), da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), todos da Unicamp, além de pesquisadores de diversas instituições do Brasil e do exterior.
Na cerimônia de abertura, o coordenador do Lab-Geopi, professor Sergio Luiz Monteiro Salles Filho, contou que o laboratório começou no Departamento de Política Científica e Tecnológica do IG. “Era um grupo de pesquisa inicialmente interessado em compreender e estudar os rumos das organizações de pesquisa no Brasil”, explicou ele.
Salles lembrou que, neste período, o país havia acabado de sair da chamada “década perdida” e ainda sofria com problemas de financiamento. “Olhando para a situação de muitas organizações de pesquisa daquela época no Brasil, entendemos que seria importante estudar suas causas e o que se poderia esperar do futuro, para ajudar que essas organizações, muitas delas tradicionais, centenárias, se recuperassem e continuassem trazendo contribuições relevantes para o desenvolvimento do Brasil e de outros países da América Latina”, acrescentou. “Desde então, avançamos na realização de pesquisas, na prestação de serviço, no ensino – graduação e pós –, no ensino executivo, criando e aplicando metodologias”, afirmou.
O reitor da Unicamp, professor Paulo Cesar Montagner, que participou da abertura do evento, lembrou a importância do papel que o laboratório vem desempenhando nas últimas décadas em discussões sobre assuntos globais. “Durante os últimos 30 anos, o Geopi tem desempenhado um papel fundamental na discussão e no estudo de políticas globais. Hoje, ao refletirmos sobre suas conquistas, também olhamos para o futuro da pesquisa e da colaboração em assuntos globais e nos seus muitos desafios”, disse o reitor. “Desde sua criação, o laboratório tem como missão reunir pessoas de diferentes áreas para discutir como a ciência e tecnologia podem auxiliar na solução de problemas da sociedade”, finalizou.
A programação de aniversário inclui palestras sobre temas como política de ciência, tecnologia e inovação; colaborações e mobilidade científica; o uso da inteligência artificial na pesquisa, com ênfase em seus limites metodológicos e desafios éticos, entre outros assuntos.
Também participaram da cerimônia de abertura do evento o diretor do IG, professor Emilson Pereira Leite; Ricardo Floriano, coordenador de pós-graduação da Faculdades de Ciências Aplicadas (FCA) e André Furtado, coordenador de pesquisa do IG.
Autoria: Da Redação
Edição de imagem: Paulo Cavalheri
Fotografia: Lúcio Camargo




