Em fevereiro de 2001 chegou à reitoria da Unicamp um pedido do então presidente do Senado, Jader Barbalho, para que a Universidade realizasse uma perícia no painel de votação eletrônica da casa legislativa para saber se ele havia sido violado. A suspeita foi levantada após divulgação de uma conversa do senador Antônio Carlos Magalhães (ACM) com o procurador da República Luiz Francisco de Souza. Na conversa, ACM insinuava ter tido acesso às informações sigilosas da votação secreta que cassou o senador Luiz Estevão no ano anterior. O caso provocou uma intensa crise política na República, com desdobramentos que se estenderam por vários meses e grande repercussão nacional.