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Por conta da projeção, o professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp Renato Pedrosa, autor da pesquisa, acredita que o estado vai precisar do lockdown - a versão mais rígida do distanciamento social e que foi adotado em pelo menos 18 cidade do Brasil nesta semana -caso a taxa de isolamento social não seja elevada.
O matemático Renato Pedrosa, professor do Instituto de Geociências da Unicamp e coordenador do Programa Especial Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), trabalhou considerando uma análise matemática de regressão linear, em combinação com os dados reais de crescimento do número de casos ao longo do último mês, com as informações das secretarias de Saúde.
O estudo considera o crescimento de casos durante o último mês de abril. A análise aponta que um número de 100 infectados transmitem a Covid-19, em média, para outras 150 pessoas ao longo de aproximadamente 7,5 dias após se contaminar. Essas projeções, no entanto, podem estar defasadas uma vez que o isolamento entre os paulistas vem caindo gradativamente nas ultimas semanas. Renato Pedrosa, professor do Instituto de Geociências da instituição, aponta que a maior movimentação nas ruas terá impacto nos casos entre 15 e 20 dias e depois em relação ao número de mortos.
Réplica da Agência Fapesp.
O matemático Renato Pedrosa, professor do Instituto de Geociências da Unicamp, explica que essas projeções têm grande chance de estarem subestimadas, já que nível de isolamento vem caindo desde o início de abril e, entre 5 e 9 de maio, não ultrapassou 50%. Esse índice de isolamento, segundo ele, provocará o aumento da taxa de contágio, que se refletirá daqui a 15 ou 20 dias no número de novos casos, depois sobre o número de óbitos.
Matéria replicada da Agência Fapesp.
“Essas projeções têm grande chance de estarem subestimadas, pois o nível de isolamento vem caindo desde o início de abril (ver figura) e, entre 5 e 9 de maio, não ultrapassou 50%, o que provocará o aumento da taxa de contágio. Isso se refletirá daqui a 15 ou 20 dias no número de novos casos, depois sobre o número de óbitos. Mas, mesmo que se mantenha o nível de contágio estimado até 10 de maio, os valores projetados indicam que ainda este mês o sistema público de saúde da Região Metropolitana de São Paulo [RMSP] atingirá o limite, pois o nível de ocupação de leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] já está acima de 80%. Se o isolamento não for ampliado urgentemente, o estado terá de adotar medidas mais drásticas de contenção, como ocorreu na Itália, ou a situação se tornará insustentável”, afirma o matemático Renato Pedrosa, professor do Instituto de Geociências da Unicamp e coordenador do Programa Especial Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPESP.
Pesquisadores da Unicamp de diferentes áreas criaram uma hotline no Whatsapp para receber da população qualquer notícia que pareça falsa sobre o Coronavírus. O objetivo inicial é coletar o máximo possível de notícias falsas, para identificar a trajetória de difusão e monitorar a propagação.
Nesta primeira semana, o grupo já recebeu mais de 4 mil mensagens, em português e em inglês. O envio pode ser feito para o número +55 (19) 99327-8829 do Whatsapp.
De acordo com a professora Leda Gitahy, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, a ideia é utilizar recursos da computação para investigar o funcionamento das notícias falsas, popularizadas como fakenews, mas que a pesquisadora prefere chamar de desinformação.
Uma das ações desenvolvidas é o Programa Cisternas nas Escolas, que visa a construção de cisternas com capacidade de armazenamento de 52 mil litros de água da chuva em escolas rurais do semiárido brasileiro. O Programa foi o foco da dissertação de mestrado de Kezia Andrade dos Santos, defendida no início de fevereiro no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, no Programa de Ensino e História de Ciências da Terra. A pesquisa teve como orientador Roberto Greco, docente e coordenador da Comissão de Extensão do IG, e como co-orientadora Priscila Pereira Coltri, pesquisadora e diretora associada do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri).