Clipping
“Quando começou a se separar [Brasil e África], começou a ocorrer várias falhas geológicas bem profundas. E essas falhas favoreceram que o magma que ocorre em profundidade, que extravasasse e cortasse todas essas camadas de rochas que vemos aqui na região. Consequentemente, esse ponto do rio é onde houve esse extravasamento de magma”, explica o professor doutor Alessandro Batezelli, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp.
Elaborado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) por Helena Pivoto Paiva, sob orientação do docente Wagner da Silva Amaral, no curso de graduação em Geologia do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, o Atlas de 110 páginas tem como objetivo reunir, em um formato ilustrado e didático, conhecimentos geológicos, especialmente das rochas do município.
Durante a estadia em Campinas, os participantes também realizaram uma visita técnica ao Instituto de Geociências da Unicamp, onde assistiram a uma palestra e participaram de atividades práticas.
Jean Carlos Hochsprung Miguel, sociólogo com ampla experiência em estudos sociais da ciência e da tecnologia, tem se dedicado a investigar como as dinâmicas de transição energética se configuram no Brasil, em especial no setor elétrico. Em sua pesquisa, ele analisa as redes de governança que envolvem a energia solar, buscando entender como a participação de diferentes atores – desde empresas até comunidades locais – influencia os rumos da transição.
Segundo Miguel, a adaptação climática não pode ser reduzida a uma questão técnica ou de inovação tecnológica. “A transição energética é um processo sociotécnico, em que tecnologia e sociedade evoluem de forma conjunta. Por isso, compreender como redes de governança são formadas é essencial para identificar quem tem voz, quem participa e quem é excluído na definição dos caminhos do setor elétrico”, explica. A energia solar, cada vez mais presente na matriz brasileira, surge como um campo privilegiado para analisar disputas e oportunidades. Democratizar seu acesso, segundo ele, é um passo decisivo para tornar a adaptação mais justa e inclusiva.
Se de um lado as redes de energia solar apontam para novas possibilidades, de outro, a transição energética expõe conflitos sociais e territoriais. É nesse ponto que entra a pesquisa de Alexsander Fonseca de Araujo, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Seu trabalho se volta para o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e para a forma como os movimentos sociais têm atuado na construção de alternativas de transição. “A justiça climática e energética precisa ser o eixo central das políticas de adaptação. Sem ela, corre-se o risco de ampliar desigualdades e perpetuar a exclusão das populações mais vulneráveis”, destaca.
Um trabalho de conclusão de curso desenvolvido no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp está ajudando a decifrar a complexa história geológica de Campinas e também a aproximar a ciência do cotidiano da população. O Atlas Petrográfico do Município de Campinas, publicado em setembro, foi elaborado pela geóloga recém-formada Helena Paiva, sob orientação do professor Wagner Amaral. O material reúne imagens microscópicas e descrições detalhadas das principais rochas do município e já nasce com vocação para se tornar ferramenta de ensino, divulgação científica e até de apoio ao planejamento urbano.
A Pedreira do Bongue em Piracicaba (SP), lembrada pela beleza e pelos episódios de queda de rochas, é um sítio paleontológico conhecido no meio acadêmico, mas não protegido por leis. O local coleciona fósseis de quando Piracicaba foi mar – saiba mais abaixo.
As afirmações são do professor doutor Alessandro Batezelli, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp.
Além desses, o evento contou com as seguintes palestras:
- “Ferramentas de Gestão e Monitoramento de Recursos Hídricos”, por Rafael Chasles (SP Águas);
- “Do Sensor ao Resultado: Como o Monitoramento Hidrogeológico Transforma a Gestão da Água e Cria Novas Oportunidades de Negócio nas Bacias PCJ”, por Fernando Mancini Oliveira (Afira Tecnologia);
- “Monitoramento do Aquífero Cristalino em Campinas com a Aplicação de Inteligência Artificial”, por Ana Elisa de Abreu (UNICAMP);
- “Evoluções Recentes em Estudos Hidrogeológicos com Traçadores Naturais”, por Edson Wendland (USP);
- “Uma Visão Holística do Ciclo Hidrológico para Apoiar a Gestão Integrada dos Recursos Hídricos”, por Carolina Quaggio (UNESP);
- “Sistema de Suporte à Decisão como Solução Integrada para Crises Hídricas em Cidades Resilientes”, por Carlos Tadeu Gamba (IPT).
O universo de criaturas fantásticas de Pokémon pode ir além do entretenimento: para o biólogo Carlos Stênio, mestrando do Instituto de Geociências da Unicamp, a animação é uma poderosa ferramenta para estudar biologia e revisar temas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como ecologia, evolução e genética.
De acordo com o professor doutor Alessandro Batezelli, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, é preciso fazer um estudo geotécnico para averiguar a estabilidade das rochas, visto que o material da pedreira, o período de chuvas e a trepidação causada por veículos e construções ao redor podem influenciar o cenário.
O professor doutor Alessandro Batezelli, especialista do Instituto de Geociências da Unicamp, enfatiza a necessidade de um estudo geotécnico aprofundado para avaliar a estabilidade das rochas da pedreira. Os fatores que podem influenciar a segurança do local incluem as condições climáticas, como o período de chuvas, e a vibração causada por veículos e obras nas proximidades.




